Grandes marcas costumam trabalhar com estratégia de nostalgia: relançar produtos clássicos para aproveitar momentos de alta visibilidade no mercado. Porém, o caso recente envolvendo a Nike mostra que essa estratégia pode encontrar obstáculos inesperados quando a gestão da marca não acompanha o planejamento comercial. A situação levanta uma pergunta importante para empresas de todos os portes: por que registrar sua marca no INPI antes de relançar um produto pode evitar conflitos e atrasos em lançamentos estratégicos.
A empresa pretendia trazer de volta a linha clássica Total 90, um dos produtos mais marcantes da marca nos anos 2000, aproveitando o ciclo de preparação para a Copa do Mundo FIFA 2026. No entanto, durante o período em que a linha ficou fora do mercado, outra empresa registrou o termo “Total 90”. Como consequência, o retorno do produto encontrou barreiras jurídicas e passou a depender de disputas e negociações.
Esse episódio mostra que, mesmo para empresas globais, a gestão de marca exige atenção constante.
O caso Total 90 e o desafio de recuperar marcas antigas
A linha Total 90 marcou uma geração de jogadores e fãs de futebol. Chuteiras, bolas e equipamentos esportivos com esse nome foram amplamente utilizados no início dos anos 2000.
Com o crescimento da tendência de relançamento de produtos clássicos, a Nike decidiu recuperar esse conceito. Entretanto, conforme reportagens, o nome já havia sido registrado por outra empresa nesse intervalo.
Esse cenário ilustra um ponto importante dentro da propriedade intelectual: marcas que deixam de ser utilizadas ou não possuem gestão contínua podem acabar sendo registradas por terceiros.
Mesmo quando a marca é conhecida globalmente, o sistema de registro funciona com base em processos formais e atualizados.
Por que registrar sua marca no INPI antes de relançar um produto
Entender por que registrar sua marca no INPI antes de relançar um produto é fundamental para evitar obstáculos como os enfrentados nesse caso.
No Brasil, o responsável pelo registro de marcas é o Instituto Nacional da Propriedade Industrial. É esse órgão que concede o direito exclusivo de uso de um nome dentro de determinada categoria de mercado.
Quando uma empresa decide relançar um produto ou linha antiga, ela precisa verificar se o nome ainda está juridicamente disponível.
Caso contrário, podem surgir situações como:
- bloqueio do uso do nome no mercado;
- necessidade de negociação com quem registrou a marca;
- atraso em campanhas de marketing;
- mudanças inesperadas na identidade do produto.
Mesmo empresas com forte presença global precisam respeitar essas regras.
O que empresas regionais podem aprender com esse caso
Embora o episódio envolva uma multinacional, ele traz uma lição direta para empresas regionais. Negócios que estão em ascensão em cidades como Chapecó e em todo o Oeste catarinense frequentemente criam nomes fortes para produtos, serviços ou linhas específicas.
No entanto, quando esses nomes passam a ganhar reconhecimento no mercado, surgem desafios semelhantes aos enfrentados por grandes empresas.
Entre os problemas mais comuns podemos citar os concorrentes utilizando nomes parecidos, a dificuldade para expandir a marca para outras regiões e a necessidade de alterar identidade visual após crescimento da empresa.
Essas situações podem gerar custos elevados e impactar diretamente o posicionamento da empresa.
Por isso, quem pensa estrategicamente trata o registro de marca como parte do planejamento empresarial.
A gestão contínua contribui para o valor estratégico da marca
Outro ponto importante evidenciado pelo caso da Total 90 é que marcas não podem ser vistas apenas como ativos momentâneos.
Produtos ou linhas que fizeram sucesso no passado frequentemente voltam ao mercado em momentos estratégicos, como grandes eventos esportivos ou novas tendências de consumo.
Entretanto, sem uma gestão contínua do registro de marca, o retorno desses produtos pode se tornar complexo.
Isso acontece porque o sistema de marcas depende de registros válidos e atualizados. Quando essa gestão não acompanha o planejamento comercial, surgem obstáculos que podem atrasar lançamentos ou exigir negociações inesperadas.
Portanto, marcas bem estruturadas permitem que empresas ampliem portfólio, desenvolvam novos produtos e fortaleçam sua presença no mercado.
Além disso, a gestão correta da marca auxilia na consolidação da identidade empresarial, na expansão para novos mercados, além da valorização do negócio e da consistência em campanhas de marketing.
Por outro lado, quando o registro de marca não recebe atenção estratégica, até iniciativas simples, como relançar um produto clássico, podem se tornar complexas.
O caso da Nike evidencia exatamente esse ponto.
Renova Marcas e Patentes: referência em gestão estratégica de marcas
O episódio envolvendo a linha Total 90 mostra que a gestão de marca precisa caminhar junto com o planejamento de mercado. E isso independe se você tem uma micro empresa ou uma multinacional, a regra vale para todas.
A Renova Marcas e Patentes atua há mais de duas décadas auxiliando empresas a estruturar seus registros de marca com visão estratégica e acompanhamento especializado.
Empresas de diferentes portes, encontram na Renova uma equipe preparada para orientar decisões relacionadas à gestão de marcas e propriedade intelectual.
Esse trabalho envolve análise de viabilidade, acompanhamento técnico e orientação estratégica para que marcas sejam tratadas como ativos fundamentais do negócio.
Se você deseja estruturar sua marca com visão de longo prazo e evitar obstáculos no futuro, converse com os consultores da Renova Marcas e Patentes pelo WhatsApp. A equipe está pronta para orientar cada etapa dessa jornada empresarial.